Publicado em Química na cozinha

Será que a Fermentação e o Olfato tem algo a ver?!

Olá pessoal!

            A resposta para esse pergunta é SIM! E hoje vamos começar a falar sobre como o processo de fermentação pode estar relacionado com percepções sensoriais sutis que nem imaginávamos.

            Bom, fermentação é o nome dado ao processo de transformação química ou biológica com liberação de gases, ela sempre começa com a quebra da glicose. O processo de fermentação é fundamental para o crescimento de massas, em especial pães e bolos. Esse processo também é responsável pelo sabor, afinal as bolinhas não servem apenas para ajudar a melhorar a aparência do alimento, elas também auxiliam na percepção do sabor pelas nossas papilas gustativas. Uma vez que as bolhas aprisionam aromas que são liberados quando mordermos ou partimos os alimentos, e você sente aquele cheirinho maravilhoso que dá água na boca, sabe?

1.png
Imagem: Marcella Andreoli Coser

               Enquanto nosso paladar só consegue distinguir 5 sabores diferentes, nosso olfato é capaz de identificar milhões de aromas, e adivinha! Os dois estão biologicamente interligados em nosso organismo e são responsáveis pela formação do sabor no nosso cérebro.

               Podemos adivinhar o que está no forno apenas pelo cheiro que sentimos no ar da cozinha. Esse é o sentido do olfato. Partículas voláteis saídas provenientes dos alimentos, flores e líquidos chegam ao nosso nariz e se dissolvem no tecido que reveste a região interna do teto da cavidade nasal, a mucosa olfatório, e são levadas até o cérebro onde serão decodificadas. Um simples aspirar e basta, qualquer cheiro é suficiente para despertar fome, provocar atração ou repulsa, trazer de volta cenas do passado. Mas na maioria das vezes isso é tão sutil que não se dá importância. O olfato é o mais primitivo e intrigante dos sentidos. Poucos percebem que, num mundo onde quase tudo tem odor, é esse sentido que decifra as mensagens químicas, das quais frequentemente depende a própria sobrevivência. O olfato é um dos cinco sentidos, responsável pela percepção do odor de aromas em geral, como de alimentos, perfumes, entre outros, composto principalmente pelo nariz.

2
Imagem: Ippsyunb Blogspot

         E como será que acontece a formação do odor? Bom, o ar que entra é aquecido, umidificado e purificado na cavidade nasal para lubrificação da região e filtração de impurezas para que não contaminem o sistema respiratório. Na parede superior dessa cavidade, se encontra a mucosa olfativa ou mucosa amarela que é rica em terminações nervosas do nervo olfativo, cujos prolongamentos ficam mergulhados no muco dentro das cavidades nasais. Quando inspiramos partículas aromatizadas, voláteis ou lipossolúveis, as mesmas passam pelas fossas nasais e quando chegam até a cavidade nasal, se dissolvem no muco atingindo os prolongamentos que enviam impulsos para o sistema nervoso, onde as sensações olfativas são interpretadas, produzidas e distribuídas.

3
Imagem: Só Biologia

             Já na parte inferior das fossas nasais, encontra-se a mucosa vermelha, rica em vasos sanguíneos e glândulas que secretam muco e tem a função de umedecer o nariz. Embora as pessoas associem a percepção do sabor ao paladar em função das papilas gustativas, o maior responsável pela mesma é o olfato, já que ele é responsável por distinguir mais de 20 mil odores, enquanto o paladar distingui apenas 5 sabores: doce, azedo, amargo, salgado e umami (sabor descoberto recentemente, de glutamato monosódico, o famoso Ajinomoto). Sabe-se que a percepção dos sabores se dá pela combinação entre aroma e sabor, ou seja, o cérebro só é capaz de construir os sabores quando recebe as informações do olfato e do paladar, e como o olfato é mais sensível, o mesmo envia mais informações para o cérebro que acabam prevalecendo nessa constituição, por esse motivo as pessoas não sentem o gosto dos alimentos quando estão com o nariz congestionado. Quando isso acontece, a mucosa vermelha produz muito mais muco que acumula nas vias respiratórios, impedindo que as partículas dos aromas dissolvidos no ar alcancem os prolongamentos provenientes da mucosa amarela localizados nas fossas nasais e sejam enviados para o cérebro.

4
Imagem: Clinstatera Odontologia

Espero que tenham gostado do tema! Fiquem ligados porque o próximo post será sobre curiosidades acerca desse sentido tão especial!

Obrigada pela visita, até mais!

Beijos,

Cella

Anúncios

Autor:

Ola, sou Marcella, tenho 25 anos, formada em química pela UFSCar e em técnica de alimentos pela Etec Rubens de Farias. Adoro fotografia, viagens, leitura, inovação, tecnologia, e acima disso tudo, Química, seja na cozinha, no cabelo, em produtos, enfim, a química está em tudo! A fé em Deus é o sentimento mais bonito que existe em mim e espero que o conteúdo do blog possa somar em sua vida ;) Obrigada por sua visita, volte sempre!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s